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IOF mais alto: veja o impacto nas compras com cartão de crédito

O aumento do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) impacta diretamente o bolso de quem faz compras no exterior com cartão de crédito.

Recentemente, o governo anunciou mudanças nas alíquotas aplicadas às operações internacionais, o que chamou a atenção de consumidores e especialistas em finanças.

Embora esse imposto já fosse cobrado anteriormente, o novo ajuste eleva ainda mais os custos dessas transações, especialmente para quem costuma viajar ou comprar em sites estrangeiros.

Por isso, entender o funcionamento do IOF e suas consequências práticas se tornou essencial.

Neste artigo, vamos explicar de forma clara o que é o IOF, por que ele está mais alto, como isso afeta suas compras com cartão e o que você pode fazer para reduzir os impactos no seu dia a dia.

O que é IOF e como ele funciona nas compras

O IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) é um tributo federal que incide sobre diferentes tipos de transações financeiras no Brasil. Entre elas, estão operações de crédito, câmbio, seguros e investimentos.

O objetivo do IOF é tanto arrecadatório quanto regulador: ele ajuda o governo a acompanhar e controlar o fluxo de capital dentro e fora do país.

IOF
Foto: leonidassantana/Freepik

No caso específico das compras internacionais com cartão de crédito, o IOF é aplicado sobre o valor da transação convertida em reais. Isso significa que, além da variação cambial, o consumidor paga um percentual adicional de imposto no momento do fechamento da fatura.

Até recentemente, a alíquota do IOF sobre essas compras era de 3,38%.

Com o novo ajuste, esse valor foi elevado, o que impacta diretamente quem costuma usar o cartão em viagens ao exterior, assinaturas em dólar (como plataformas de streaming ou cursos online) e compras em sites estrangeiros.

Portanto, compreender esse funcionamento é essencial para fazer escolhas mais conscientes na hora de gastar.

Por que ele está mais alto agora?

O aumento do IOF não aconteceu por acaso. O governo justificou a elevação da alíquota como parte de um conjunto de medidas fiscais voltadas ao equilíbrio das contas públicas.

Com o aumento das despesas e a pressão para ampliar a arrecadação, ajustes como esse se tornaram uma ferramenta recorrente na política econômica.

Além disso, elevar o IOF em transações internacionais pode ter um efeito regulatório. Ao tornar o uso do cartão de crédito no exterior mais caro, o governo consegue desestimular o consumo externo, ajudando a conter a saída de divisas e favorecendo a economia interna.

Outro ponto relevante é que esse tipo de imposto é de fácil arrecadação.

Como incide sobre transações eletrônicas e é recolhido automaticamente pelas instituições financeiras, o IOF não exige ações diretas do contribuinte e garante receita de forma rápida.

Em resumo, o aumento da alíquota é uma tentativa de gerar mais receita para o governo e, ao mesmo tempo, controlar o fluxo de capital com menos burocracia.

Impacto do novo IOF nas compras com cartão de crédito

Na prática, o aumento do IOF significa que cada compra feita fora do Brasil, ainda que de pequeno valor, terá um custo extra maior do que antes. Isso inclui:

  • Compras em sites internacionais, como Amazon, AliExpress, Shein e similares;
  • Assinaturas em dólar, como serviços de streaming, software, cursos e aplicativos;
  • Reservas de hotéis e passagens internacionais, feitas com cartão de crédito;
  • Gastos com cartão durante viagens ao exterior, como restaurantes, transporte e compras físicas.

Embora o valor pareça pequeno em transações isoladas, ele se acumula rapidamente em compras recorrentes ou em viagens mais longas.

Por isso, planejar bem os gastos e entender o impacto do IOF pode fazer diferença significativa no controle financeiro pessoal.

Como se proteger do IOF mais alto?

Apesar de ser um imposto obrigatório e automático, é possível adotar algumas estratégias para reduzir o impacto do IOF no orçamento. Veja a seguir algumas alternativas práticas:

1. Priorize o uso de contas internacionais ou cartões pré-pagos

Algumas fintechs oferecem contas globais em dólar, euro ou outras moedas. Com elas, o usuário pode transferir reais, converter o valor com cotação do dia e usar um cartão físico ou virtual no exterior. Isso evita o IOF de 3,5% (ou mais) e permite um controle melhor dos gastos.

2. Faça câmbio antecipado para viagens

Se você vai viajar, uma alternativa é comprar moeda estrangeira em espécie com antecedência. Embora o IOF em espécie também exista (1,1%), ele é significativamente menor do que o aplicado ao cartão de crédito.

3. Evite parcelar compras internacionais

Além do IOF, compras parceladas em sites estrangeiros podem gerar custos adicionais com juros e conversão cambial mensal. O ideal é pagar à vista e em moeda local, sempre que possível.

4. Pesquise plataformas com cobrança em real

Muitos sites oferecem a opção de pagar em reais, com IOF já embutido no valor final. Embora o preço possa ser ligeiramente maior, essa prática evita surpresas na fatura e ajuda no planejamento.

5. Controle os gastos com aplicativos e serviços em dólar

Assinaturas de streaming, editores de imagem, cursos online e outros serviços cobrados em moeda estrangeira muitas vezes passam despercebidos.

Reavalie o que realmente está usando e cancele o que não for essencial.

Adotar essas medidas não elimina o IOF, mas pode ajudar bastante a minimizar seus efeitos no dia a dia financeiro.

Esses tributos exigem atenção e planejamento

O aumento do IOF em compras com cartão de crédito internacional representa mais um desafio para o consumidor brasileiro.

Embora o imposto já estivesse presente, a nova alíquota torna as compras externas ainda mais caras, especialmente para quem não acompanha os impactos com atenção.

Entender como o IOF funciona, onde ele incide e o que fazer para se proteger é o primeiro passo para manter a saúde financeira.

Seja por meio de contas digitais internacionais, pagamento antecipado em espécie ou controle mais rigoroso de gastos em moeda estrangeira, é possível reduzir os efeitos negativos dessa cobrança.

Em tempos de economia instável, pequenas mudanças de hábito podem representar grandes economias no fim do mês. Portanto, planeje-se, avalie suas opções e use seu cartão com inteligência, inclusive fora do país.

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