Nos últimos anos, cresceu a presença de imitações de café no mercado brasileiro.
As bebidas sabor café não modificam apenas no sabor e aroma, mas também podem representar riscos para a saúde.
Assim, sem que o consumidor perceba, ele paga pelo que acredita ser um café puro, mas recebe uma versão de qualidade duvidosa.
Continue lendo e descubra como proteger sua xícara dos “cafés fakes”.
O que é o café fake?
O chamado “café fake” é um produto adulterado que contém misturas de ingredientes de baixa qualidade ou até substâncias que não deveriam estar presentes na composição original. Em alguns casos, a adulteração acontece para reduzir custos de produção, aumentar a margem de lucro dos fabricantes ou mascarar grãos de qualidade inferior.
O problema está se tornando mais frequente no Brasil devido ao aumento da demanda e ao crescimento de produtores sem fiscalização rigorosa.
Algumas empresas chegam a comercializar cafés que contêm menos de 50% de grãos verdadeiros, misturados com cereais, como milho e cevada torrada, além de cascas e galhos moídos. Esses produtos, muitas vezes, recebem embalagens semelhantes às de marcas tradicionais, dificultando a identificação da fraude pelo consumidor.
Como o café é adulterado?
A adulteração do café ocorre de diversas formas, e algumas técnicas são mais comuns no mercado ilegal. Entre os principais métodos de falsificação, estão:

Mistura com cereais torrados: A inclusão de milho, cevada, soja e outros grãos torrados, reduz o custo de produção, mas altera o sabor e a qualidade do café.
Uso de cascas e resíduos de grãos: Algumas empresas utilizam restos da produção de café, como cascas e galhos moídos, para aumentar o volume do produto sem que o consumidor perceba a diferença visualmente.
Adição de corantes e açúcares: Em certos casos, são adicionados corantes para escurecer a bebida e fazer com que pareça mais forte. Açúcares também podem ser usados para mascarar sabores indesejáveis.
Torra de baixa qualidade: O uso de grãos de segunda linha e torra excessiva pode disfarçar defeitos, mas compromete o aroma e o sabor final da bebida.
Essas adulterações prejudicam não somente o gosto e a experiência de consumo, mas também podem representar riscos à saúde, dependendo dos compostos adicionados no processo de falsificação.
Impactos do café falsificado para o consumidor
O consumo de café falsificado pode gerar diversos problemas, tanto no aspecto sensorial quanto na saúde do consumidor. Entre os principais impactos, estão:
Perda da qualidade sensorial: O sabor e o aroma são drasticamente alterados, resultando em uma bebida sem a complexidade e riqueza que o café puro proporciona.
Riscos à saúde: Dependendo dos ingredientes utilizados na adulteração, o consumidor pode estar ingerindo substâncias que não passaram por controle sanitário adequado, aumentando o risco de intoxicações alimentares e reações alérgicas.
Fraude econômica: O consumidor paga o preço de um produto legítimo, mas recebe uma versão diluída e de menor qualidade, sofrendo prejuízo financeiro.
Como identificar um café verdadeiro?
Mesmo sem equipamentos laboratoriais, é possível identificar cafés adulterados por meio de testes simples e observação atenta. Aqui estão algumas formas de verificar a autenticidade do seu café:
Leia atentamente o rótulo: Prefira cafés que tenham certificações oficiais, como o selo de pureza da ABIC (Associação Brasileira da Indústria de Café). Fique atento à lista de ingredientes: um café 100% puro não deve conter aditivos como açúcares e cereais.
Observe a moagem: O café moído deve ter uma textura homogênea. Se houver partículas muito grandes ou elementos estranhos, pode ser um indicativo de adulteração.
Cheire o pó antes do preparo: O café original tem um aroma característico e forte. Se houver cheiro de queimado ou adocicado em excesso, pode indicar a presença de aditivos.
Teste da água: Coloque um pouco do café moído em um copo com água. Se o pó se dissolver rapidamente e tingir a água, há chances de adulteração. O café puro deve formar pequenos grãos que afundam lentamente.
Experimente o sabor: O café verdadeiro tem um sabor encorpado e equilibrado. Se a bebida estiver muito amarga ou adstringente, pode ser sinal de grãos queimados ou misturas de baixa qualidade.
O que dizem as autoridades e especialistas?
Órgãos de fiscalização, como a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) e o Ministério da Agricultura, realizam inspeções periódicas para combater fraudes no setor cafeeiro. A ABIC também conduz análises laboratoriais para certificar a pureza dos cafés comercializados no Brasil.
De acordo com especialistas, a melhor maneira de evitar cafés falsificados é optar por marcas confiáveis e comprar de fornecedores conhecidos.
Dessa forma, a conscientização sobre o problema e o reforço na fiscalização são essenciais para reduzir a comercialização desses produtos fraudulentos.
Como se proteger de cafés falsificados?
Se você quer garantir que está consumindo um café autêntico, siga essas dicas:
Prefira cafés com certificação: Verifique se há selos de qualidade na embalagem, como o Selo de Pureza da ABIC.
Evite marcas desconhecidas: Empresas de renome têm maior controle de qualidade e são menos propensas a adulterações.
Compre de fornecedores confiáveis: Prefira comprar em supermercados de confiança ou diretamente de produtores certificados.
Desconfie de preços muito baixos: Se um café está com um valor significativamente inferior ao mercado, pode ser um sinal de adulteração.
Faça testes caseiros: Aplicar as dicas de identificação pode ajudar a evitar fraudes antes do consumo.
Escolha seu café com consciência
O consumidor consegue fiscalizar e escolher produtos autênticos, garantindo não apenas um café saboroso, mas também seguro e de qualidade.
Portanto, ao verificar rótulos, conhecer métodos de identificação e comprar de fontes confiáveis, você protege seu bolso e sua saúde.
Agora que você sabe como diferenciar um café original de uma imitação, compartilhe este conhecimento e ajude outras pessoas a evitar armadilhas no mercado.
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